segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Palhaçada


Sempre gostei de circo (apesar de ter tido medo de palhaço até os cinco anos de idade). Mas de uns tempos pra cá, a arte circense tem se tornado algo tão banal quanto as próprias pessoas que a banalizam. Uma “pá” de “intelectuais?” que se julgam respeitadores da opinião alheia, mas que não se seguram ao ouvir tais opiniões. Estou escrevendo esse post como resultado da soma de alguns fatores que estão me incomodando há algum tempo. Vamos por partes.
Estava lendo (pela trocentézima-enézima-infinitézima vez) o post que o Rodrigo James escreveu no site do programa Alto-falante no dia 25 de agosto, sobre o hype Teatro Mágico. Rodrigo, assim como eu, foi conferir o show antes de falar alguma coisa sobre o grupo. Ele, como membro da Alto-falante crew, escreveu suas impressões sobre o tal show (em post muito bem redigido, por sinal). As impressões dele, assim como as minhas, não foram muito favoráveis ao grupo. Até aí, tudo bem. O problema começou quando fui comentar sobre o que ele tinha escrito no fórum do post. Uma discussão acalorada estava acontecendo: de um lado, os fans do Teatro Mágico inconformados (e incomodados) com o post, do outro lado, os xiitas que odeiam a banda. Eu me coloco no meio dos neutros, que não apareceram no meio da briga.
O que mais me incomodou nisso tudo, foi a falta de argumentos de ambas as partes (principalmente dos que defendiam o grupo).
É um “sem-número” de “eu odeio isso”, “fulano é um idiota” e “idiota é você”. E claro, não iam deixar o Rodrigo escapar ileso. Pra ele, os principais adjetivos usados foram “ranzinza” e “infeliz”. Vou fazer umas perguntas retóricas, mas que tem tudo a ver com a situação: se eu não gosto de música gospel, quer dizer que sou satanista? Então, outra pergunta: só porque não gosto de música circense, quer dizer que sou um cara chato, mal-humorado e ranzinza? Obviamente, a resposta é “não” para as duas perguntas. O problema é que há um número enorme de pessoas que não sabem (ou não querem saber) diferenciar as coisas. Teve um cara que chegou ao absurdo de perguntar se Rodrigo já leu Machado de Assis, Carlos Drummond e até Shakespeare... pergunta essa, que descaradamente foi uma tentativa do “perguntador” de se mostrar como intelectual, assim como outra infinidade de pessoas que usam da sua capacidade de ler resumos de livros pra mostrarem seu lado “cult”.
A verdade é que a maioria das pessoas chega com uma conversinha mole do tipo “olha, eu respeito muito a sua opinião” e depois já emendam uma frase do tipo “mas o que você escreveu é ridículo", caindo completamente em contradição. Até onde sei, se chamar uma pessoa de ridícula, ela vai se sentir desrespeitada (tenho quase certeza que sim).
Olha só como uma coisa vai puxando a outra: comecei falando de circo e já tô falando dos pseudo-intelectuais sem precisar sair do contexto pra passear por esses temas... então, vamos prosseguir.
Juro que tentei ouvir a banda! Juro! Zapeei mais de uma dezena de músicas deles e só consegui, na maioria das vezes, ouvir até a metade. Confesso que gostei muito de uma “poesia cantada” chamada “Sintaxe à vontade”, mas as demais não me agradaram. No show, eu já queria ir embora só de imaginar a cara pintada daquele povo (os da platéia e não os do palco). Quero deixar bem claro que não estou me referindo em momento algum à qualidade da banda. São ótimos músicos e montaram um grande espetáculo, mas gosto é gosto e eu tenho o direito de não gostar, assim como todas as outras pessoas tem o direito de gostar e ainda assim, podemos viver em paz no mundo.
E para os que querem continuar olhando o mundo pela lente dos “eu-sei-de-tudo-sou-o-tal”, prefiro continuar sendo chato, ranzinza, etc, etc, etc.

Por fim, deixo o video da XII convenção de palhaços. Não sabia que isso existia? Sim, sim! Mas estou falando de palhaços sérios (se é que isso é possível). Gente que vive disso e pessoas que honram e se orgulham da profissão.

Convenção de palhaços no México.

Clique aqui para ler o texto que Rodrigo James escreveu no site do programa Alto-falante sobre o Teatro Mágico.

sábado, 20 de outubro de 2007

Não fazem mais ícones como antigamente.

Definitivamente. Um desenho criado há mais de meio século e que ainda é um dos favoritos da criançada (e dos grandinhos também).
O humor à moda Chaplim sempre funcionou e vai perdurar por muitas gerações (assim espero).

Senhoras e senhores, Pica-pau em: Por amor a uma pizza.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

"Eu não vi nada, eu não vi nada"


Ao acordar, fui ler as notícias do dia e me deparei com uma muito chamativa: Motorista bate em Ferrari.
A primeira cena que se passou pela minha cabeça foi a de um Fusquinha entrando com tudo na traseira da Ferrari. Não sei porque, mas imaginei isso.
Em seguida, decidi parar de criar teorias na minha cabeça e cliquei no link da matéria pra saber dos fatos como eles realmente aconteceram.
O fato foi o seguinte: Em São Paulo, um podre-de-rico chamado João Luís Raiza Filho vinha bêbado e em alta velocidade pelo viaduto Aliomar Baleeiro, perdeu o controle do carro e bateu com uma parte da traseira no guard-rail. Até aí tudo bem, coisa mais comum é um playboy bater com o carango (e às vezes até atropelar alguém) depois de tomar “umas”. O acidente até passaria “despercebido” se não fosse pelo abuso do tal João Luís, que agrediu com uma cabeçada o cinegrafista Fábio Tanaka (Tv Bandeirantes).
Agora vem a parte mais interessante: o repórter que fazia a cobertura do acidente, foi cobrar do policial Miranda alguma providência. O policial apenas disse “eu não vi nada, eu não vi nada”. ¬¬
João Luís Raiza Filho deixou o local da batida sem dar qualquer explicação e sem ser “importunado” pela polícia. Ele se apresentou (acompanhado do seu papai e de um advogado) às 4h45 no plantão do 35º Distrito Policial do Jabaquara, onde prestou depoimento e em seguida foi liberado. Será pedido um exame de dosagem alcoólica (que não resultará em coisa alguma, pois o álcool é quase que totalmente metabolizado pelo organismo em cerca de doze horas) e todos os envolvidos, inclusive o cinegrafista agredido (óbvio), passarão por exames periciais.
E eu me pergunto: por que foi que ele ficou tão raivosinho ao ser filmado? Será que os cinegrafistas que fazem coberturas de lutas de boxe são socados pelos competidores? Então, por que foi que o playboy que tava mais sujo que pau de galinheiro se sentiu com esse direito? Pior foi ver o policial dizendo que “não vi nada”. Pelo visto, não viu e tem raiva de quem viu.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

"São Paulo, México!" ¬¬

Estando completamente alheio à atual lista da Billboard, fui surpreendido com o anúncio do Domingão do Faustão de domingo passado, que traria Akon cantando uma das músicas mais executadas atualmente no mundo inteiro. Tenho que admitir que nunca ouvi a tal "Sotty - Blame It On Me" e que a única música dele que me lembro é "Lonely" (aquela com uma vozinha engraçada que lembra os esquilos Tico e Teco).
Hoje, por volta das oito da manhã, estava "zapeando" as notícias quando bati os olhos na seguinte matéria "Akon chama Brasil de México, ensaia striptease, faz playback e sai sem se despedir em SP". Há temos que não simpatizo com o tal "rapper?", que já se envolveu em escândalos sem tamanho e que vive cometendo gafes.
Milhares de pessoas pagaram uma nota preta para ver Akon se balançando pra lá e pra cá, enquanto o cd tocava tudo em playback. Britney Spears costumava fazer o mesmo, mas pelo menos ela dançava pra caramba quando estava nos seus bons tempos.
Não satisfeito com tudo o que tinha feito (ou não tinha feito) no show até aquele momento, Akon ainda chegou a ensaiar um strip, ficando sem camisa e baixando as calças quase que até os joelhos. Vale lembrar que a maior parte do público de Akon é de crianças e adolescentes.
Eu não gostaria de levar meus filhos (se eu tivesse filhos, claro) ao show de um cara que fica tirando a roupa e que já chegou ao ponto de levar uma garota de quinze anos de idade para o palco “para dançar”. Na verdade era uma simulação de sexo. Muita gente vai dizer que “ah, com quinze anos ela já sabe o que faz”, mas não é assim. Hoje, me arrependo de muitas coisas que fiz quando tinha quinze, e olha que nem faz tanto tempo assim. É até bíblico “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm”.

Video do Akon "dançando" com uma fan no show:



Depois de muito enrolar dublando a si mesmo, Akon se empolgou e soltou a pérola da noite: São Paulo, México!
Além da aula de geografia que Akon deu no palco, ainda fez o favor de se retirar enquanto ainda tocava o playback e sem sequer despedir-se do público (rapaz finíssimo esse Akon).
Lembro bem do show dos Mamonas Assassinas em minha cidade. Dinho dizendo no microfone “gente, vamos curtir o show direitinho porque tem muitas crianças aqui”. Aqueles sim eram caras legais.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Afinal, foi bom ou ruim?

Não sou do tipo que marca presença anualmente no Ceará Music. Pra ser exato, só fui ver uma noite em toda a história do evento. Fui na noite do dia 12/10/2006, para ver os shows da Telerama (que não vi porque perdi o trem), Xutos e Pontapés (banda que provavelmente nunca mais vai tocar em Fortaleza, o que é realmente uma pena) e Cachorro Grande (que fez um show elétrico ligado no 220v).
Esse ano, devido ao preço absurdo dos ingressos e simplesmente pela falta de artistas interessantes na agenda do festival, preferi ficar em casa.
Sem querer soar preconceituoso, mas já sendo, o que é que o "raio" do Babado Novo tava fazendo no meio do Rappa, Paralamas do Sucesso e outras bandas do meio Rock/Pop-Rock?
Qual vai ser a surpresa do ano que vem? É o Tcham? Chiclete com Banana?

Mais esquisito que a programação é uma das páginas do evento, onde encontrei umas listinhas... o Ranking do Ceará Music.


Top 5 'Melhor show':
1º lugar: O Rappa
2º lugar: Biquini Cavadão
3º lugar: Capital Inicial
4º lugar: Babado Novo
5º lugar: Natiruts
Melhor parceria:
Nação Zumbi + Paralamas
Clímax do festival: "Razões e Emoções", do NX Zero
Pior show: Cachorro Grande
Artista Revelação: NX Zero



O engraçado vem logo abaixo, na mesma página:

"Cachorro Grande mostrou porque ganhou o prêmio do VMB de Melhor Show."

Afinal, foi bom ou não?

Detalhe para o seguinte trecho do texto, "Mas não foi só o último CD "Outros Tempos" que teve espaço no show".

Até onde consta na história da banda, o nome do cd mais recente é Todos Os Tempos e não Outros tempos.



http://verdesmares.globo.com/cearamusic2007/

domingo, 14 de outubro de 2007

Tô muito p***!

Tava terminando de escrever o primeiro post desse blog e meu internet explorer deu erro. Todas as janelas foram fechadas, inclusive a janelinha de donwload que tava aberta aqui, baixando o cd do Manic Street Preachers.

Então, o belo post de estréia vai ficar pra amanhã.
=]